Sensibilizados,
todo final de ano natalenses promovem ações solidárias que fazem a diferença no
Natal Paulo Nascimento.
O espírito natalino
é responsável, dentre outras coisas, por despertar nas pessoas a vontade de
ajudar. O Diário de Natal traz na edição de hoje quatro exemplos de como uma
ação solidária, recheada de boa vontade, pode fazer a diferença no fim de ano
de muita gente que necessita. Sejam iniciativas recentes ou tradicionais,
sozinhas ou em grupo, as boas ações são recorrentes nas datas próximas do dia
de Natal.
Como no caso de Fátima Campos, que pela primeira vez promoveu um dia
de Natal com crianças carentes. A dona-de-casa, que também realiza a mesma ação
no Dia das Crianças, reuniu no domingo passado 165 crianças de uma comunidade do
município de Ceará-Mirim para um dia especial, com doações de roupas e
brinquedos, além de um café da manhã especial. "Aprendi na minha vida que
temos a obrigação de ajudar quem precisa, especialmente as crianças. Fui criada
sem pai nem mãe, mas hoje vivo bem, por isso entendo a situação delas.
Independente de política ou religião, temos que ajudar", afirma Fátima
Campos, que ainda contou com a ajuda dos filhos e do esposo na organização do
Natal para as crianças.
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Wellington Medeiros, o Papai Noel do Alecrim, doou 2.100 brinquedos. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press |
Assim como Fátima, contando apenas com a ajuda da
família e doação de pessoas próximas, o ex-motorista e desenhista Wellington
Medeiros faz mais feliz o Natal de milhares de crianças desde 2009. A
inspiração do homem que hoje é mais conhecido como "Papai Noel do
Alecrim" veio após ver dezenas de brinquedos sendo jogados no lixo nas
proximidades de sua casa. "Pedi a senhora que não jogasse e sim me
entregasse, que eu iria consertar. Nunca tinha feito nenhum conserto em
brinquedos, mas resolvi começar", explica Wellington. No primeiro Natal,
há dois anos, 500 crianças foram agraciadas. Já este ano, foram distribuídos
pelo Papai Noel mais de 2.100 brinquedos consertados ou até construídos por ele
mesmo, juntando pedaços de videogames usados ou de brinquedos que não tem mais
conserto, no que antes era um quarto de sua casa e hoje é a oficina e estoque,
que conta com várias caixas destinadas para distribuição em 2012. "Não
posso ficar parado, conserto brinquedo toda hora. Ver a alegria das crianças é
muito bom", confidencia Wellington, que guarda em sua oficina a tartaruga
de plástico que foi a primeira doação que recebeu.
Fonte: Diário do Natal
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