"A proposta
prevê a destinação de R$ 1,014 trilhão para o pagamento de juros e amortizações
da dívida pública ano que vem o que representa 47,19% de todo o Orçamento.
Enquanto isso serão destinados apenas 18,22% para a Previdência Social, 3,98%
para a Saúde, 3,18% para a Educação, e 0,25% para a Reforma Agrária."
A comparação é do economista Rodrigo Ávila, da Auditoria Cidadã da Dívida, ao comentar o Orçamento da União para 2012, aprovado no fim da noite da última quinta-feira pelo Congresso Nacional.
O governo,
porém, insiste em que o Orçamento dá prioridade aos investimentos públicos, com
crescimento de 13,2% em relação ao projeto original do Executivo, de R$ 164,7
bilhões para R$ 186,5 bilhões; às ações sociais, beneficiadas com mais recursos
para Saúde e Educação (respectivamente, R$ 5,9 bilhões e R$ 1,8 bilhão) e aos
municípios com até 50 mil habitantes, que ganharam R$ 2,2 bilhões em emendas
para Saúde e Saneamento, escolhidas pela própria população.
Do ponto de vista fiscal, a proposta não acrescenta despesas obrigatórias para o Executivo. Os gastos com funcionalismo público, por exemplo, somam R$ 203,2 bilhões, o mesmo número do projeto original. Os valores da Previdência Social também mudaram pouco.
Do ponto de vista fiscal, a proposta não acrescenta despesas obrigatórias para o Executivo. Os gastos com funcionalismo público, por exemplo, somam R$ 203,2 bilhões, o mesmo número do projeto original. Os valores da Previdência Social também mudaram pouco.
Nos gastos por
função, que traz o maior número por despesa agregada, a dotação da Previdência
saiu de R$ 391,77 bilhões para R$ 391,86 bilhões.
No geral, a
atuação dos parlamentares garantiu acréscimo de R$ 32,1 bilhões ao projeto
enviado pelo Executivo. O texto inicial previa um Orçamento efetivo (conceito
que exclui os gastos com refinanciamento da dívida pública) de R$ 1,572
trilhão. Após acréscimos de receita e despesa pelo Congresso, o valor ficou em
R$ 1,602 trilhão.
Fonte: Portal Vermelho
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