Ela surge na última menstruação espontânea e traz alguns sintomas bem desagradáveis como alteração de humor e irritabilidade. Entenda como funciona essa fase feminina!
Madson Moraes
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É algo bem comum, numa briga, o homem chegar para a mulher e dizer: "Você está assim porque está na menopausa". O termo ficou associado ao temperamento forte ou, em outro entendimento, pouco racional. Mas a menopausa não é uma doença e sim uma das fases biológicas pela quais passa o organismo da mulher. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1 bilhão de mulheres estarão na menopausa até o ano de 2030.
O que precisa ser esclarecido é que a menopausa é um evento fisiológico que representa o final do período reprodutivo. Ou seja, uma fase marcada pelo término dos ciclos menstruais sendo o seu diagnóstico feito de maneira retrógrada após um ano sem sangramento menstrual. Dito de outra maneira, a principal característica é a parada das menstruações, embora em algumas mulheres a menopausa se anuncie por irregularidades menstruais ou menstruações mais escassas.
A partir de qual idade aparecem os primeiros sintomas? Segundo a ginecologista e obstetra Denise Gomes, não há uma idade específica para que ocorra a menopausa, mas, em geral, ela acontece entre os 45 e os 55 anos de idade. "Quando surge antes dos 40 anos dizemos que ocorreu uma menopausa precoce e, bem diferente do que pensa boa parte das mulheres, não há uma relação concreta entre a idade da primeira menstruação (menarca) e a menopausa", explica.
Os fatores da menopausa
Os responsáveis pela menopausa são os ovários, que são as glândulas produtoras dos hormônios femininos estrogênio e progesterona. Estes hormônios começam a ser produzidos pelos ovários, por estímulo cerebral, durante a puberdade e determinam o aparecimento dos caracteres sexuais secundários femininos, o início da menstruação e a capacidade reprodutiva da mulher. "Na menopausa, observamos uma falência ovariana progressiva até que suas funções esgotam-se e os níveis sanguíneos de estrogênio e progesterona declinam consideravelmente", explica a ginecologista.
O que esses hormônios fazem é executar funções no organismo feminino que permitem que ocorra a ovulação com posterior fecundação e gestação, mantém o trofismo e a lubrificação dos órgãos genitais, preservam o cálcio ósseo, elevam a sensação de bem estar e a autoestima, dentre outros fatores. Por isso, continua a ginecologista, a deficiência deles, principalmente a deficiência estrogênica, provoca tantos sintomas indesejados.
Quais os principais sintomas?
As primeiras alterações são as alterações do ciclo menstrual com o aumento do fluxo e volume de sangue, seguido por escassez e falhas menstruais. Também são usuais os fogachos ou ondas de calor, a alteração do humor com irritabilidade e depressão, ressecamento vaginal e desconforto no ato sexual, redução da libido, flacidez da musculatura e alteração do padrão de distribuição de gorduras. "Com exames, podemos verificar alteração do perfil lipídico com elevação dos níveis de colesterol, consequente aumento dos riscos de doenças cardiovasculares, além de maior risco de osteoporose", observa a obstetra.
Denise faz um alerta: esses sintomas diferem de mulher para mulher e cada uma responde a todas essas alterações de maneira particular e individual. Algumas, inclusive, não se queixam de qualquer mal-estar, enquanto outras sofrem bastante as manifestações da menopausa.
Tratamentos indicados
Alguns dos tratamentos indicados são a terapia de reposição hormonal (TRH), os antidepressivos ou outros tipos de medicamentos que aliviem os sintomas, tudo feito com orientação médica. Independente do tipo de tratamento, é fundamental o acompanhamento médico rotineiro durante toda essa fase com o objetivo de se detectar as possíveis alterações e realizar os tratamentos necessários sempre objetivando uma ótima qualidade de vida. "O importante é entender e não temer a menopausa", explica Denise.
Fonte: Tempo de Mulher
Postado por Cristina Rastafári
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