| Adriano negou que tenha sido o autor do disparo que feriu Adriene, na madrugada de sábado (24)
O funcionário da casa de show em que Adriano estava na madrugada de sábado (24), na Barra da Tijuca (zona oeste), irá prestar depoimento à polícia nesta quarta-feira (28). Segundo ele, o jogador deixou o local no banco do carona, em seu próprio carro. A versão, também contada pelo atacante e outras três pessoas que estavam no veículo, contraria a deAdriene Cyrilo Pinto, de 20 anos, que foi baleada na mão. Segundo a jovem, Adriano estava no banco de trás e disparou a arma acidentalmente.
O titular da Delegacia da Barra da Tijuca (16ª DP), Fernando Reis, ressaltou que, antes de qualquer conclusão precipitada, é importante verificar se a nova testemunha não está sendo induzida a contar uma versão favorável ao jogador.
- Temos de saber se esse funcionário realmente estava no local, se realmente viu o Adriano sentando no banco carona. Nós, que estamos há muito tempo na polícia, sabemos que existe um fator chamado testemunha de cativeiro (quando a pessoa é induzida à defesa do suspeito).
Segundo o delegado, caso a versão contada pelo funcionário não seja verdadeira, ele e os suspeitos de indução serão indiciados.
- As pessoas têm de saber que correm riscos, caso não falem a verdade. O funcionário responderia por falso testemunho e quem induziu, por fraude processual.
Caso a versão de Adriene não seja confirmada, ela também poderá responder judicialmente, segundo Fernando Reis.
- Até o momento, são seis pessoas contrariando o que ela disse. Mas vamos investigar muito bem para evitar injustiças. Ela tem de saber o que está fazendo, pois isso seria denunciação caluniosa e pode dar de dois a oito anos de prisão.
Operada em um hospital particular da Barra da Tijuca na tarde de terça-feira (27) para reconstituição do dedo indicador, Adriene passa bem. Assim que ela receber alta, será convocada para participar de uma acareação com Adriano e os demais envolvidos no caso: Adriana Ximenes, Daniele Pena, Viviane Faria de Fraga e o tenente reformado da Polícia Militar Júlio César Barros de Oliveira, que seria o dono da arma, além do funcionário da casa de show. A pedido de Adriene, o hospital não divulgou mais detalhes sobre a internação.
Exame
Além da acareação, o delegado Fernando Reis espera o resultado do exame de pólvora nas mãos de Adriano e da jovem. Somente após o conhecimento do laudo ele deve avançar nas investigações. Reis disse que Adriane é vítima de outras ocorrências: uma ameaça, uma agressão e também de uma "saidinha" de banco.
Caso se confirme que Adriano fez o disparo acidental, ele responderá por lesão corporal culposa, com penas alternativas como a doação de cestas básicas.
Assista ao vídeo:
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Adriano negou que tenha sido o autor do disparo que feriu Adriene, na madrugada de sábado (24)
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