A popularidade da brasiliense criada no Chaparral é enorme. Formada
em artes cênicas pela Universidade de Brasília, a cantora, compositora e
instrumentista autodidata é uma das favoritas ao título. O prêmio
só é dado àquele que for eleito pelo público. Se o critério é esse,
Ellen pode mesmo se considerar uma das prediletas (leia quadro com a
trajetória dela no programa). No Facebook, foram criados grupos para
estimular o voto em massa para ela hoje. No Twitter, não foi diferente.
Desde a estreia do programa, em 23 de setembro, até a última
quinta-feira, Ellen foi citada mais de 1400 vezes na rede social, com
maioria esmagadora de comentários positivos.
Fãs de Ellen Oléria na expectativa do resultado do The Voice Brasil
Cantora de rap, artesã e professora, Vera Verônika conheceu a
candidata em 2007, durante a gravação do DVD Cartão postal bomba!, do
rapper GOG. "Ellen é uma parcela do que Brasília tem a oferecer. Desde o
primeiro dia, eu já sabia que ela ia chegar à final. Ela tem timbre, é
musicista, uma artista completa. Além disso, é mulher, negra, lésbica.
Essa parcela invisível passa a se encontrar no que ela canta",
complementa Vera. Grande amiga, a pedagoga Daniela Marques esteve
presente nos estúdios da Globo em 11 de novembro para torcer por ela
pessoalmente. "Vê-la toda vez é como se fosse uma estreia. Louco é quem
não torce por ela", vibra Daniela.
Emoção
O casal Nathália Lima e Bruno Leonardo conta que na loja onde
trabalham (uma famosa megastore de discos e livros) toda vez que o CD da
Ellen é colocado para tocar ou posto na prateleira em frente à loja,
rapidamente se esgota. "O álbum dela vende muito bem. Já faz um tempo
que a conheço e gosto muito do trabalho
dela. Como cantora, me sinto representada", explica Nathália. O
namorado completa: "Vamos nos reunir para vê-la na final. O talento dela
é superior ao dos outros candidatos. A interpretação dela de Zumbi, no
primeiro programa, foi muito emocionante", lembra Bruno.
Uma breve navegada nas redes sociais e já se vê mensagens escritas no
Rio de Janeiro, em Salvador, São Paulo, Tocantins e em todos os cantos
do país. O irmão de Ellen, Adailson Oléria, nota isso claramente quando
sai às ruas ou entra na internet. "Já fui abordado várias vezes por
pessoas que torcem por ela, até mesmo no hospital. Tem gente me
adicionando no Facebook do Norte, do Nordeste, de vários lugares. Li
esses dias um comentário dizendo que ela é o Neymar do The voice",
diverte-se Adailson, que reunirá amigos em casa, na QNA de Taguatinga,
para ver a grande final. "Sempre vimos na sala, mas são tantos amigos
que o local será pequeno. Não dá para aglomerar muito, temos que manter
certo número que dê para a gente continuar votando com excelência",
reitera.
Outra grande apoiadora da vitória da brasiliense fora da cidade é
Cidinha da Silva, dona do blog cidinhadasilva.blogspot.com e respeitada
autora de livros e textos relacionados a questões raciais, de gênero, e
ações afirmativas. Em textos publicados no blog, Cidinha analisa a
presença de Ellen no programa e incentiva os leitores a votarem nela.
Mineira, reunirá os amigos em casa, em São Paulo, e impôs uma condição:
só entra quem votar no mínimo 21 vezes em Ellen. "Ouvi falar dela em
2007/2008. Minhas canções prediletas são Haiti e Janaína. Essa última é
uma epifania iorubá", explica Cidinha. A escritora diz ainda que Ellen é
dona de uma presença cênica que inunda os ambientes. "A força do canto
de Ellen, no meu sentir, é comparável à força da prosa de Paulina
Chiziane e da poesia de Elisa Lucinda", observa.
Fonte: Correio Braziliense
Postado por Cristina Rastafári
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