Sem-teto realizam ocupações simultâneas para acelerar construção de moradias populares


Os atos ocorreram em São Paulo e em Brasília (foto); reivindicação do movimento é devido ao atraso dos documentos necessários para a liberação da construção de moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida
José Francisco Neto
de São Paulo
Coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) se reuniram nesta quarta-feira (24) com representantes da Secretaria Geral da Presidência da República, na avenida Paulista. A reivindicação do movimento é devido ao atraso dos documentos necessários para a liberação da construção de moradias do "Programa Minha Casa, Minha Vida".
Após a reunião, que durou cerca de duas horas, os sem-teto saíram com a promessa de que até sexta-feira (26) teriam um retorno do ministro-chefe da Secretaria, Gilberto Carvalho.
  
Manifestantes do MTST protestam em frente ao edifício
do Ministério das Cidades (DF). Foto: Wilson Dias/ABr
  
Simultaneamente, representantes do MTST em Brasília (DF) se reuniram com o gerente de Projetos da Secretaria de Habitação do Ministério das Cidades, César Ramos. Ele recebeu a pauta de reivindicações do movimento, que inclui queixas sobre o aumento do valor repassado a empreiteiras responsáveis pela construção de moradias do "Minha Casa, Minha Vida".

De acordo com o coordenador nacional do MTST de SP, Guilherme Boulos, há mais de dois meses o movimento aguarda a assinatura das normativas para que as obras sejam iniciadas. “Nós vamos ter um retorno do ministro Gilberto Carvalho. Se não for assinado até sexta-feira, semana que vem vão ter novas lutas”, acrescenta. 
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Geral da Presidência da República, mas até o fechamento da matéria, não obteve retorno.
Brasília
Outra reivindicação dos sem-teto em Brasília se refere aos moradores da antiga ocupação de Novo Pinheirinho, em Ceilândia (DF). Os moradores foram retirados do local há cerca de seis meses pelo governo do Distrito Federal. Um acordo permitiu que os moradores passassem a receber R$ 408 mensais para se organizarem. Mas o repasse acabou no mês passado e o grupo diz que está em dificuldades.
Em nota, o movimento disse que só sairia do ministério até que alguma autoridade dê garantias de que as reivindicações sejam atendidas.
São Paulo
Em São Paulo, do lado de fora do prédio da Secretaria Geral da Presidência da República, cerca de 600 sem-teto ocuparam a entrada do gabinete, com camisetas e bandeiras do movimento. A coordenadora do MTST do Novo Pinheirinho, ocupação que irá completar oito meses na região de Embú das Artes, município da zona sul de São Paulo, disse que parte dessas moradias irá atender cerca de 850 famílias da ocupação. 
“Estamos pedindo o desdobramento de uma área de preservação ambiental de 45 hectares, que tem hoje 30% da área desmatada. A reivindicação é para que haja um desdobramento para que a gente possa usar a área desmatada para a construção de moradias populares”, esclarece.
Os outros empreendimentos do "Minha Casa, Minha Vida", que serão construídos para o movimento, se localizam nas cidades de Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Santo André, Sumaré, Hortolândia, entre outros municípios paulistas.
Fonte: Brasil de Fato
Postado por Cristina Rastafári

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