Os trabalhadores do setor da construção civil de Natal estão em mobilização para buscar melhores salários. Os profissionais realizaram uma passeata desde a sede do sindicato da categoria, no Alecrim, até a sede do Superintendência Regional do Trabalho, onde empresários e trabalhadores da construção civil discutem aumento salarial para a categoria. Trânsito ficou paralisado em uma das vias da Avenida Duque de Caxias, na Ribeira, com um caminhão e um carro de som, além dos próprios trabalhadores, que ocuparam a via.
A reunião estava marcada para a discussão da proposta de reajuste salarial. Enquanto os empresários oferecem 3,5% sobre o piso, de R$ 810, os trabalhadores querem 25% de reajuste e cogitam greve no setor caso não sejam atendidos pelos empresários. A última grande paralisação na construção civil em Natal ocorreu em abril, quando os empregados que trabalhavam nas obras do estádio Arena das Dunas cruzaram os braços durante dez dias.
A construtora ofereceu abono salarial de R$ 131 para pedreiros e montadores e de R$ 106 para ajudantes na folha salarial de março e aceitou reduzir de 6% para 1% o desconto do vale-transporte, colocando fim à greve.
A pauta de reivindicações, além do reajuste salarial, também trata sobre melhoria nas condições de trabalho aos funcionários, com ganhos relativos à insalubridade. Até as 10h45, não havia confirmação sobre o andamento da reunião e se houve algum acordo.
A reunião teve início por volta das 10h15 e teve como objetivo alcançar uma negociação entre as partes. Estavam presentes representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Construção Civil (Sintracon-RN) e do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-RN), com propostas de 25% e 3,5%, respectivamente, para reajuste salarial.
Na reunião, o requerimento feito pelo Sintracon com as devidas reivindicações dos manifestantes foi o ponto central da pauta. Francisco de Assis Pacheco, presidente do Sintracon, afirmou que a fase de negociação não representa situação grevista na categoria. Porém, "caso não haja um acordo entre as partes, a situação pode levar à greve". Pacheco alegou ainda que os trabalhadores eram "homens sérios, de bem, e que também fazem parte da sociedade" e, por isso, merecem condições mais justas de remuneração.
Já o presidente do Sinduscon, Arnaldo Gaspar Júnior, reconheceu a legitimidade do movimento de protesto mas considerou as reivindicações "incoerentes com a realidade". "O Sintracon passou a exigir uma pauta de custo real muito grande". Reforçando o custo das reivindicações dos trabalhadores, o presidente do sindicato das indústrias disse que "as negociações são baseadas em valores reais. 25% é reajuste dos tempos das grandes inflações, na época da Ditadura", argumentou.
Caso a reunião desta manhã entre as partes não termine em um acordo, a pauta de reivindicações seguirá para o Tribunal de Justiça do Trabalho, quando um desembargador decidirá os rumos das negociações.
Trânsito
Com a interrupção do trânsito em uma das vias da avenida Duque de Caxias, os ônibus no sentido Rocas-Centro estão desviando pela rua Frei Miguelinho para fazer o percurso entre as ruas Silva Jardim e a avenida Tavares de Lira, onde retornam à Duque de Caxias e seguem o percurso normal.
Já no sentido Cidade Alta-Rocas, os ônibus entram à direita na rua Almino Afonso, na praça José da Penha, em frente à Igreja bom Jesus, até a Silva Jardim, onde volta à trafegar na Duque de Caxias.
Fonte: tribuna do Norte
Postado por Cristina Rastafári
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