A extração do combustível do navio Costa Concordia, que naufragou no litoral da ilha italiana de Giglio no dia 13 de janeiro, não poderá começar até o meio da próxima semana por causa das más condições meteorológicas que estão impedindo as tarefas de perfuração dos tanques.
O porta-voz italiano da companhia holandesa Smit Salvage, responsável pela extração, Massimiliano Igueira, explicou neste sábado em entrevista coletiva na ilha de Giglio que "as operações de extração do combustível não serão retomadas antes do meio da próxima semana" por causa do mau tempo. Esta manhã, por causa das fortes ondas e do vento foram suspensas as tarefas de perfuração dos tanques e a plataforma flutuante de onde estão controlando as operações foi retirada ao porto.
A companhia tinha previsto para domingo o início da extração das cerca de 2,3 mil toneladas de combustível armazenadas nos tanques do Costa Concordia, e que ameaçam as águas de um dos parques marítimos mais importantes do país. O representante da companhia holandesa afirmou que não existe perda alguma de combustível, pois foi comprovado que os tanques estão intactos.
Nos últimos dias, os técnicos da companhia holandesa perfuraram quatro dos seis tanques nos quais está armazenado o combustível. Agora eles devem perfurar os dois restantes para começar a tarefa de extração, que consiste em aquecer os tanques para liquidificar o combustível, que depois será transportado a cisternas externas.
Enquanto isso, será feito o trabalho de bombear a água do mar aos tanques que ficam vazios para evitar que o navio possa se desequilibrar. A extração do combustível deve durar cerca de 30 dias, segundo a Defesa Civil italiana.
As equipes de resgate encontraram neste sábado o corpo de uma mulher, elevando a 17 o número de vítimas do naufrágio.
Naufrágio do Costa Concordia
O cruzeiro Costa Concordia naufragou na sexta-feira, dia 13 de janeiro, após colidir em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana. Mais de 4,2 mil pessoas estavam a bordo. Até terça, dia 24, 16 mortes haviam sido confirmadas. Ainda há desaparecidos, e prosseguem os trabalhos de busca. O Itamaraty informou que 57 brasileiros estavam a bordo do navio, mas nenhum deles está entre as pessoas não encontradas.
O navio, que tem 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas, margeava a ilha de Giglio quando houve a colisão. Houve pânico e reclamações de despreparo da tripulação. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi acusado de ter abandonado o navio. Ele disse que estava no comando, mas um áudiodivulgado para a imprensa, em que há uma discussão entre ele e a Guarda Costeira, indica que o capitão já estava na costa no momento do resgate.
Veja no mapa o local onde aconteceu o acidente:
Fonte: Noticias.terraPostado por Cristina Rastafári
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