Psoríase: conheça a doença

Saiba como identificar a doença de pele que atinge cerca de 3 milhões de brasileiros e 190 milhões de pessoas no mundo.
Madson Moraes
Psoríase: conheça a doença
©ThinkStock


É importante manter a pele do corpo sempre limpa para evitar que alergias ou doenças surpreendam você. Hidratar muito a pele também é importante para evitar o ressecamento e favorecer o surgimento de lesões. 

Uma dessas doenças é a psoríase que chega a afetar cerca de três milhões de brasileiros e 190 milhões pessoas pelo mundo. Mas, segundo estimativas, apenas 5% dos pacientes encontra-se em tratamento. Uma das razões para esse baixo índice é o desconhecimento sobre a doença.

O que é?

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele que aparece, na maioria dos casos, por lesões róseas ou avermelhadas recobertas por escamas esbranquiçadas. Segundo a dermatologista Juliana Garavello, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a doença afeta não apenas a pele, mas o couro cabeludo, unhas e mucosas. "Em alguns casos, as lesões podem localizar-se apenas nos cotovelos, joelhos ou couro cabeludo. Já em outros, se espalham por toda a pele. Frequentemente há acometimento das unhas", explica a dermatologista.

Há casos, menos frequentes, em que as articulações também podem sofrer e causar a artrite psoriásica (leia mais embaixo os tipos). Mas, embora a doença pareça inofensiva, Juliana explica que a psoríase causa um impacto enorme na qualidade de vida do paciente. "Muitos pacientes com a doença sentem-se rejeitados ou discriminados em seus ambientes sociais e de trabalho", esclarece a médica.

Mas quem desenvolve a doença? A psoríase é uma doença milenar muito comum que chega a afetar quase 3% da população, isso para homens quanto para mulheres aparecendo, normalmente, na segunda década de vida. Quando os menores de 15 anos são atingidos é porque, completa a dermatologista, provavelmente algum dos familiares teve a doença. Falar em psoríase, no entanto, implica falar sobre alguns tipos da doença. Veja alguns dos principais tipos.

a) Psoríase vulgar ou em placas: é a mais comum e atinge 90% dos pacientes. A doença pode apresentar diferenças em relação à intensidade e evolução e as áreas mais afetadas são cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região lombo-sacra e umbigo.

b) Psoríase nas unhas ou ungueal: umas das principais características da psoríase nas unhas é o descolamento da unha, chamado de onicólise. "Para minimizar isso, é preciso que o paciente evite traumatismos. Por isso, é importante manter a unha curta, seca e limpa para diminuir as chances de acontecer estímulos que possam intensificar o descolamento", observa a médica.

c) Artrite psoriática: uma pequena parcela da população de pacientes pode apresentar esse tipo de manifestação da doença. Neste caso, ela apresenta inflamações nas cartilagens e articulações e desenvolve dor, dificuldades em movimentar-se e alterações na forma das articulações.

d) Psioríse Postulosa: surgem lesões com pus nos pés e nas mãos ou, ainda, espalhadas pelo corpo e a Psoríase Palmo-plantar apresenta essas lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e dos pés.

Causas

As causas da psoríase ainda não sejam totalmente conhecidas ou bem esclarecidas. Mas alguns fatores, alerta a dermatologista, podem aumentar ou desencadear a doença como o estresse emocional, traumas ou irritações na pele, infecções na garganta, baixa umidade do ar ou alguns medicamentos.

É contagiosa?

Apesar do preconceito contra qualquer doença de pele - e a psoríase não foge à regra -, não se pega ela de ninguém e não existe nenhum motivo para as pessoas que sofrem da doença evitem algum tipo de contato físico com outras pessoas ou vice-versa.

Diagnóstico e tratamento

Um simples exame com seu dermatologista de confiança é capaz de identificar a doença. Como a psoríase não causa manifestação nos órgãos internos, os exames de laboratórios têm pouca utilidade. "Além daquele "olho clínico", o único recurso que pode confirmar o diagnóstico é a biópsia da pele, que é um exame simples, feito no consultório ou ambulatório em que o médico tira um pedacinho da pele para análise", explica Juliana.

Já para tratar a psoríase, a dermatologista esclarece que existem diversas formas. Assim, é tarefa do seu dermatologista indicar o mais adequado ao seu caso. Mas, de maneira geral, nas formas leves da doença, podem ser recomendados medicamentos tópicos como pomadas, loções, xampus ou géis especiais.

Já nas formas mais avançadas da psoríase, além de duas ou três sessões de fototerapia (um espectro luminoso) por semana, podem ser indicados medicamentos de uso interno via oral ou injetável. Tudo dependerá do caso clínico do paciente. "É fundamental usar diariamente hidratantes ou substâncias que ajudem a manter a pele com menos escamas", aconselha a dermatologista.


Fonte: Tempo de Mulher
Postado por Cristina Rastafári

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