Governos da União Europeia (UE)
chegaram a um acordo preliminar para proibir importações de petróleo iraniano,
mas ainda devem decidir quando tal embargo entra em vigor, disseram diplomatas
da UE nesta quarta-feira.
O acordo, que elevou os preços do petróleo, foi fruto de negociações nos últimos dias de dezembro entre emissários da UE, disseram diplomatas.
Objeções à ideia, particularmente
da Grécia, foram retiradas durante as conversações, segundo eles.
"Muito progresso foi
feito", disse um diplomata da UE, em condição de anonimato. "O
embargo, em princípio, está acordado. Não está mais sendo debatido."
Uma proibição europeia ao
petróleo iraniano seria parte das medidas em conjunto do Ocidente para
pressionar Teerã a abandonar seu programa nuclear, com o qual muitos governos
se preocupam pelo possível desenvolvimento de uma bomba atômica. Teerã diz que
seus objetivos são pacíficos.
Os Estados Unidos impuseram novas
sanções na véspera do ano novo, para reduzir o número de instituições
financeiras que trabalham com o banco central do Irã, fora do sistema
financeiro norte-americano, bloqueando assim a principal fonte de pagamentos
para o petróleo de Teerã.
A Europa começou a preparar um
novo impulso contra os setores financeiro e de energia do Irã em dezembro, com
o objetivo de ter um acordo de sanções até o final de janeiro.
Tecnologia
Uma proibição das exportações de tecnologia relacionada ao petróleo para o Irã, e outras medidas contra o envio de petróleo também estão em discussão, segundo os diplomatas.
Eles disseram que ainda há um debate entre os governos da Europa sobre executar a proibição imediatamente após ser acordada, ou se deviam esperar alguns meses.
Tecnologia
Uma proibição das exportações de tecnologia relacionada ao petróleo para o Irã, e outras medidas contra o envio de petróleo também estão em discussão, segundo os diplomatas.
Eles disseram que ainda há um debate entre os governos da Europa sobre executar a proibição imediatamente após ser acordada, ou se deviam esperar alguns meses.
Alguns Estados membros da UE
estão preocupados com o impacto econômico de um embargo em um momento em que a
Europa luta contra problemas massivos de dívida.
A Grécia, em particular, hesitou, mas fontes do governo grego disseram na terça-feira que Atenas não seria desleal a seus parceiros da UE nesta questão.
A Grécia, em particular, hesitou, mas fontes do governo grego disseram na terça-feira que Atenas não seria desleal a seus parceiros da UE nesta questão.
Alta dos preços
As tensões entre o Ocidente e o
Irã --segundo maior produtor da Opep (Organização dos Países Exportadores de
Petróleo)-- já elevaram os preços do petróleo.
Nesta quarta-feira, o preço do
barril do Brent subiu mais de um dólar ante o fechamento anterior, para o pico
da sessão, perto de US$ 114, após as notícias de que os europeus concordavam em
banir o petróleo iraniano.
O Irã fornece um total de cerca
de 450 mil barris por dia aos Estados-membros da UE, tornando o bloco
coletivamente o segundo maior mercado para o petróleo iraniano, após a China.
O Comissário de Energia da UE,
Guenther Oettinger, disse que caso houvesse uma proibição às importações
iranianas, a oferta poderia ser obtida de qualquer outro lugar, principalmente
do líder da Opep, a Arábia Saudita.
Fonte: Folha de S.Paulo/Portal
Vermelho
Postado por Cristina Rastafári.
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