UBM marca presença na 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres


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A União Brasileira de Mulheres - UBM participou nesta segunda-feira (12) da abertura da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, evento que acontece até a próxima quinta-feira no Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília/DF. Coordenada pela ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a Conferência tem confirmada as presenças da presidenta Dilma Rousseff e de Michele Bachelet, ex-presidenta do Chile, secretária geral adjunta da ONU e diretora executiva de ONU Mulheres.
Cerca de três mil mulheres de todo o País, ao longo desses quatro dias, discutirão propostas de políticas que contemplem a construção da igualdade de gênero, na perspectiva do fortalecimento da autonomia econômica, social, cultural e política das mulheres, e contribuam para a erradicação da pobreza extrema e para o exercício pleno da cidadania pelas mulheres brasileiras.
A delegação da UBM  conta com quase duzentas mulheres - coordenadoras estaduais e municipais da entidade - que participaram das etapas municipais e estaduais da Conferência. A UBM esteve presente nas Comissões Organizadoras dessas Conferências e participou do processo que precedeu à etapa nacional
Amanhã (13), das 18h às 20h, a coordenadora nacional da UBM e  integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), Elza Maria Campos, fará a coordenação do Painel 2 – Enfrentamento do racismo e da lesbofobia: articulação necessária para o enfrentamento do sexismo. As painelistas serão Jurema Werneck (ONG Criola), Elisa Urbano Ramos (Coordenadora Executiva e Pedagógica das Escolas Indígenas Pankararu) e Marinalva Santana (Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais /Liga Brasileira de Lésbicas). A Relatoria será feita por Maria Lúcia da Silveira (professora da Faculdade Paulista de Serviço Social e socióloga da Prefeitura Municipal de São Paulo)
Nota de saudação da UBM às delegadas à III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres – A UBM redigiu nota saudando as delegadas da conferência. Segundo o documento, as ativistas da entidade estarão unidas “para se somar a todas as mulheres de todas as cores, lutas e de esperança por um Brasil que reconheça as desigualdades impostas pelo capitalismo e admita a diversidade de raça, etnia, orientação sexual, das mulheres negras, indígenas, ribeirinhas, de terreiro, domésticas, donas de casa, mulheres com deficiência, com diversas expressões para comunicar para a sociedade que queremos um Brasil de mulheres livres”.
Ainda no documento, a UBM elenca as propostas que defendem nesta terceira edição da conferência.  Segue abaixo as reivindicações da entidade:
Que todos os Estados e Municípios do Brasil criem e garantam o efetivo funcionamento, inclusive com orçamento próprio, das Secretarias de Políticas para a Mulher;
Pelo Estado laico que respeite os direitos humanos das mulheres;
Por uma reforma política democrática e com a participação das;
Pelo estimulo a candidaturas femininas comprometidas com a luta emancipacionista;
Pela valorização do trabalho, contra qualquer relação de trabalho discriminatória em razão de sexo, raça/etnia, orientação sexual, geração e deficiência, com garantia dos direitos trabalhistas, com igualdade salarial para homens e mulheres, com registro em carteira, com acesso a cargos de direção e redução da jornada de trabalho;
Pela aplicação da Lei Maria da Penha e implementação do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher;
Pela defesa intransigente do Sistema Único de Saúde (SUS), e pela real implementação da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher;
Pela defesa da descriminalização e legalização do aborto, como uma questão de saúde pública e de direitos humanos e contra a criminalização das mulheres;
Pela redução da mortalidade materna, exigindo a implementação do Pacto Pela Redução da Mortalidade Materna, nos estados e municípios.
Por uma educação inclusiva e não sexista, não-homofóbica e antirracista
Pelo acesso a creches a todas as crianças;
Pelo direito e acesso à terra e à água, assim como ao saneamento básico e moradia para todas as mulheres;
Pela defesa de programas e projetos culturais com novos parâmetros societários e de relações entre homens e mulheres, adultos e crianças, que reconheçam e valorizem o princípio dos direitos humanos, do respeito às diferenças étnicas;
Por uma regulamentação quanto à imagem das mulheres veiculada em todos os meios de comunicação, que esteja orientada pela valorização da participação da mulher em condições de igualdade com os homens em todos os setores da sociedade;
Pelo fortalecimento das redes de equipamentos públicos em pleno funcionamento: creches públicas, escolas públicas em tempo integral, lavanderias públicas, postos de saúde, centros de convivências, restaurantes populares;
Pela defesa dos princípios de equidade etnicorracial e a efetivação das cotas raciais nas escolas e universidades e públicas e pela da luta anti-racista;
Compromisso com a luta contra todas as formas de discriminação de gênero e com o enfrentamento à violência, maus-tratos, assédio e exploração de mulheres e meninas;
Reforma Agrária, Reforma Política, Democratização da Mídia, além de outros, enfocando as questões de gênero e a questão ambiental - de forma transversal - a todas essas reformas;
Apoiar as manifestações contra a política imperialista dos Estados Unidos e seus aliados, desenvolvendo a solidariedade das mulheres com as lutas dos povos;
Por um mundo de igualdade, contra toda opressão.
Clique aqui para ler a integra da Nota de saudação da UBM às delegadas à III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres
http://www.ubmulheres.org.br/images/stories/pdf/12_12_2011_nota_ubm_3conferencia_mulheres.pdf
Clique aqui para ver a programação da III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres
http://www.ubmulheres.org.br/images/stories/pdf/12_12_2011_programacao_3conferencia_mulheres.pdf
A União Brasileira de Mulheres - UBM participou nesta segunda-feira (12) da abertura da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, evento que acontece até a próxima quinta-feira no Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília/DF. Coordenada pela ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, a Conferência tem confirmada as presenças da presidenta Dilma Rousseff e de Michele Bachelet, ex-presidenta do Chile, secretária geral adjunta da ONU e diretora executiva de ONU Mulheres.

Cerca de três mil mulheres de todo o País, ao longo desses quatro dias, discutirão propostas de políticas que contemplem a construção da igualdade de gênero, na perspectiva do fortalecimento da autonomia econômica, social, cultural e política das mulheres, e contribuam para a erradicação da pobreza extrema e para o exercício pleno da cidadania pelas mulheres brasileiras.
A delegação da UBM  conta com quase duzentas mulheres - coordenadoras estaduais e municipais da entidade - que participaram das etapas municipais e estaduais da Conferência. A UBM esteve presente nas Comissões Organizadoras dessas Conferências e participou do processo que precedeu à etapa nacional
Amanhã (13), das 18h às 20h, a coordenadora nacional da UBM e  integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), Elza Maria Campos, fará a coordenação do Painel 2 – Enfrentamento do racismo e da lesbofobia: articulação necessária para o enfrentamento do sexismo. As painelistas serão Jurema Werneck (ONG Criola), Elisa Urbano Ramos (Coordenadora Executiva e Pedagógica das Escolas Indígenas Pankararu) e Marinalva Santana (Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais /Liga Brasileira de Lésbicas). A Relatoria será feita por Maria Lúcia da Silveira (professora da Faculdade Paulista de Serviço Social e socióloga da Prefeitura Municipal de São Paulo)
Nota de saudação da UBM às delegadas à III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres – A UBM redigiu nota saudando as delegadas da conferência. Segundo o documento, as ativistas da entidade estarão unidas “para se somar a todas as mulheres de todas as cores, lutas e de esperança por um Brasil que reconheça as desigualdades impostas pelo capitalismo e admita a diversidade de raça, etnia, orientação sexual, das mulheres negras, indígenas, ribeirinhas, de terreiro, domésticas, donas de casa, mulheres com deficiência, com diversas expressões para comunicar para a sociedade que queremos um Brasil de mulheres livres”.
Ainda no documento, a UBM elenca as propostas que defendem nesta terceira edição da conferência.  Segue abaixo as reivindicações da entidade:
Que todos os Estados e Municípios do Brasil criem e garantam o efetivo funcionamento, inclusive com orçamento próprio, das Secretarias de Políticas para a Mulher;
Pelo Estado laico que respeite os direitos humanos das mulheres;
Por uma reforma política democrática e com a participação das;
Pelo estimulo a candidaturas femininas comprometidas com a luta emancipacionista;
Pela valorização do trabalho, contra qualquer relação de trabalho discriminatória em razão de sexo, raça/etnia, orientação sexual, geração e deficiência, com garantia dos direitos trabalhistas, com igualdade salarial para homens e mulheres, com registro em carteira, com acesso a cargos de direção e redução da jornada de trabalho;
Pela aplicação da Lei Maria da Penha e implementação do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher;
Pela defesa intransigente do Sistema Único de Saúde (SUS), e pela real implementação da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher;
Pela defesa da descriminalização e legalização do aborto, como uma questão de saúde pública e de direitos humanos e contra a criminalização das mulheres;
Pela redução da mortalidade materna, exigindo a implementação do Pacto Pela Redução da Mortalidade Materna, nos estados e municípios.
Por uma educação inclusiva e não sexista, não-homofóbica e antirracista
Pelo acesso a creches a todas as crianças;
Pelo direito e acesso à terra e à água, assim como ao saneamento básico e moradia para todas as mulheres;
Pela defesa de programas e projetos culturais com novos parâmetros societários e de relações entre homens e mulheres, adultos e crianças, que reconheçam e valorizem o princípio dos direitos humanos, do respeito às diferenças étnicas;
Por uma regulamentação quanto à imagem das mulheres veiculada em todos os meios de comunicação, que esteja orientada pela valorização da participação da mulher em condições de igualdade com os homens em todos os setores da sociedade;
Pelo fortalecimento das redes de equipamentos públicos em pleno funcionamento: creches públicas, escolas públicas em tempo integral, lavanderias públicas, postos de saúde, centros de convivências, restaurantes populares;
Pela defesa dos princípios de equidade etnicorracial e a efetivação das cotas raciais nas escolas e universidades e públicas e pela da luta anti-racista;
Compromisso com a luta contra todas as formas de discriminação de gênero e com o enfrentamento à violência, maus-tratos, assédio e exploração de mulheres e meninas;
Reforma Agrária, Reforma Política, Democratização da Mídia, além de outros, enfocando as questões de gênero e a questão ambiental - de forma transversal - a todas essas reformas;
Apoiar as manifestações contra a política imperialista dos Estados Unidos e seus aliados, desenvolvendo a solidariedade das mulheres com as lutas dos povos;
Por um mundo de igualdade, contra toda opressão.
Fonte: Blog do Canindé de França

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