| Previsão inicial de conclusão em 45 dias foi descartada pela Amopin. Foto: Arquivo Pessoal/D.A Press |
A solução emergencial de implantação do caramanchão para desafogar o tráfego do entorno do cajueiro de Pirangi, ao contrário do que foi divulgado, não deverá ser concluída neste veraneio, nem antes do carnaval, devendo levar mais dos 45 dias estimados inicialmente. A informação é de Francisco Cardoso, presidente da Associação dos Moradores de Pirangi do Norte (Amopin), entidade responsável pelo custeio e execução das obras.
Segundo ele, a burocracia para liberação da obra poderá atrasar o cronograma, como também a reação da árvore quando começarem os trabalhos de suspensão dos galhos que deverão ser feitos gradativamente. "É impossível realizar uma obra com essa complexidade nesse prazo sem prejudicar o cajueiro. O próprio Idema sabe disso quando afirma que se houver alguma fratura nos galhos a atividade será suspensa e uma nova alternativa será pensada", disse Francisco Cardoso.
De imediato, em um prazo de 20 dias, o que será realizado é a retirada de um oitizeiro e a poda de um cajueiro adjacente. Tanto a construção do caramanchão quanto a retirada e poda das árvores serão acompanhadas de perto pelo Ministério Público, Idema e organizações não governamentais. A implantação do caramanchão e a suspensão dos galhos não prevê poda da árvore. Todo o processo de construção do caramanchão será feito de forma clara para que a sociedade possa acompanhar cada passo. O caramanchão vai suspender os galhos que ultrapassam a cerca do cajueiro para uma elevação de 4,5 metros e vai contemplar a Avenida Marcio Marinho. O presidente da Amopin, Francisco Cardoso informou que a elevação dos galhos do cajueiro de Pirangi vai fazer com que o crescimento da árvore seja mais lento. Atualmente ele cresce de 1 a 1,5 metro quadrado por ano.
A primeira fase vai custar R$ 85 mil e os recursos serão da Amopin, que administra o cajueiro. Já a segunda fase do projeto de proteção do cajueiro custará R$ 3 milhões e estará a cargo da Secretaria de Turismo do Estado (Setur), a quem caberá elaborar e executar o projeto de construção do Complexo Turístico do Cajueiro de Pirangi em um prazo de quatro anos. O projeto terá além da construção de 70 metros de caramanchão na Av. Márcio Marinho, a elevação das unidades comerciais, a construção do memorial do cajueiro e a construção do caramanchão no restante do entorno. Após a implementação total do projeto ocorrerá uma liberação de 1.200 m² de área para expansão do cajueiro.
Fonte: Diário de Natal
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